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24/08/2019

11:26:19

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Palavra do Especialista

Por que operar o ligamento cruzado anterior lesionado?

Comum tanto em profissionais como em atletas recreativos, a ruptura do ligamento cruzado anterior não tratada reduz a qualidade de vida com o avanço de lesões associadas

Por que operar o ligamento cruzado anterior lesionado?

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Você já machucou o joelho praticando algum esporte ou qualquer atividade que demandou esforço da articulação? Se depois disso ficou difícil ou mesmo impossível realizar alguns movimentos ou, quem sabe, bater aquela bolinha com os amigos é possível que seu caso envolva algum grau de lesão no ligamento cruzado anterior (LCA).

A edição 2018 da Série A do Campeonato Brasileiro contabilizou pelo menos sete jogadores que desfalcaram suas equipes por conta de rupturas no LCA - tecido responsável por ligar o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna) -, mas se engana quem pensa que esse tipo de lesão só acontece em atletas profissionais.

O médico ortopedista e especialista em cirurgia do joelho, Ulbiramar Correia da Silva Filho, ressalta que o risco de lesão é tão grande quanto - ou até maior - nos “atletas de fim de semana” e, em boa parte dos casos, apenas o tratamento cirúrgico é capaz de devolver a qualidade de vida ao paciente.

Como acontece a lesão no LCA?

 

O especialista explica que vários fatores podem culminar em danos no joelho como desequilíbrio muscular, obesidade, entre outros. Contudo, é justamente o futebol o esporte mais lesivo quando o assunto é o ligamento cruzado anterior.

Um estudo referente ao tema, realizado no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), constatou que ele tanto é a principal escolha dos brasileiros para a prática esportiva como também é onde o maior número de rupturas ligamentares acontece.

Membro do Centro de Ortopedia Especializada (COE), Ulbiramar explica que esse dano articular está relacionado a traumas no joelho que podem ocorrer durante a prática esportiva seja em um choque com o adversário ou mesmo sem qualquer contato alheio, motivado por rotação com o pé fixo no chão ou a hiperextensão do joelho - como acontecem com as “furadas de bola”, por exemplo.

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De qualquer forma, outras atividades podem levar à ruptura parcial ou total do ligamento. Esforços do basquete, da corrida, do crossfit ou mesmo de atividades físicas de algumas profissões podem terminar em lesão.

Causas e sintomas

 

De acordo com levantamentos feitos entre pacientes, cerca de 90% sentem ou até mesmo ouvem um estalo no joelho no momento da lesão, característico da ruptura do ligamento. É comum ainda que o indivíduo caia diante da dor e da falta de estabilidade experimentada. Mais tarde, a área é tomada pelo inchaço (edema) e é normal que seja doloroso caminhar.

Ainda assim, o especialista recomenda a avaliação com um ortopedista sempre que algum tipo de desequilíbrio for notado já que existem condições capazes gerar uma predisposição à ruptura do ligamento. “Não se trata de uma lesão somente traumática. Algumas características específicas predispõem a essa lesão como formato do osso e desequilíbrio muscular. Em alguns casos, é necessária uma avaliação em 3D isocinético e análise do movimento para diminuir o fator de risco”, aconselha.

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Cirurgia é o melhor remédio?

 

Apesar de ser crucial, o ligamento é apenas uma das estruturas responsáveis pelo funcionamento perfeito do joelho, como alerta o ortopedista. Sem ele, o paciente pode seguir funcional apesar das limitações, mas outras áreas da articulação acabam sobrecarregadas.

Com isso, a falta de tratamento tende a desencadear um processo lesivo que irá gradativamente deteriorar sua qualidade de vida. “A lesão meniscal é uma das consequências com o decorrer do tempo. Em seis meses já começam os indícios dessa lesão e estudos apontam que, em cinco anos, 89% dos meniscos estão lesados”, afirma o ortopedista.

Especialista em cirurgia do joelho, o médico explica que determinados casos podem ser abordados com um tratamento conservador, com fortalecimento e fisioterapia. Contudo, ele ressalta que a definição do caminho a ser seguido deve ser feita após acompanhamento profissional. “Uma equipe especializada multiprofissional, com um bom fisioterapeuta, educador físico e um médico, tem que avaliar outros fatores como lesões associadas, características morfofisiológicas da pessoa e até mesmo a relação do paciente com o esporte que originou a lesão caso seja necessária a mudança de modalidade”, pontua.

Isso porque com a instabilidade articular oriunda da lesão, o paciente normalmente apresenta dificuldade de realizar determinadas atividades físicas, em especial aquelas que exigem movimentos rápidos e que envolvem mudança de direção. Sendo assim, o tratamento conservador pode exigir a troca ou abandono de determinados esportes.

Ao mesmo tempo, o ortopedista salienta o risco que corre o paciente ao encarar como normal a incapacidade de realizar movimentos específicos após a ruptura do ligamento. “Se é um paciente que precisa subir escadas, imagina se o joelho sair do lugar, ele simplesmente pode se desequilibrar e cair”, afirma.

Como é a recuperação?

 

Embora alguns pacientes ainda tenham medo do procedimento cirúrgico, o ortopedista explica que existem várias técnicas capazes de devolver a função completa do ligamento cruzado anterior como a artroscopia, por exemplo. Por ser minimamente invasivo, o procedimento tem um pós-operatório com menos dor e maior mobilidade.

Ao substituir o ligamento ou fazer um enxerto de tendão, o objetivo da cirurgia é restaurar a anatomia e a biomecânica normal do joelho, por isso o procedimento permite que o paciente volte a praticar esportes sem o risco de novas lesões e é recomendado em especial para indivíduos em idade ativa.

Outro medo que assombra quem sofreu a ruptura do ligamento cruzado anterior é o de voltar a se lesionar, contudo, Ulbiramar explica que após a cirurgia - e o tempo de recuperação com acompanhamento de um fisioterapeuta - o paciente recupera tanto o movimento normal do joelho como a sua força, agilidade e, por fim, a confiança para retornar ao esporte.

E aí, que tal buscar a opinião de um especialista para checar aquela dor no joelho que você ainda não sabe o que é de fato? Comente e siga a Praça Esportiva no Instagram (@praçaesportiva) para não perder nenhum conteúdo.

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