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24/03/2019

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Jiu-Jitsu

Parajiu-jitsu rompe barreiras em busca de acessibilidade e inclusão

Primeiro faixa preta cadeirante de Goiás e detentor de um caminhão de medalhas, Waldir Ribeiro inicia aulas da modalidade voltadas a paratletas

Parajiu-jitsu rompe barreiras em busca de acessibilidade e inclusão

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O jiu-jitsu é uma questão de adaptação. Foi isso que o hoje professor Waldir Ribeiro obteve como resposta ao questionar se a modalidade seria adequada a pessoas com deficiência. Com sequelas nas pernas causadas pela poliomielite quando ainda bebê, Ribeiro começava ali uma trajetória de superação na arte suave que nesta quinta-feira (7) tem mais uma etapa com a inauguração de uma turma no CT Krav-Magá Kadima para atrair mais paratletas para o jiu-jitsu goiano.

Rompendo barreiras

Primeiro faixa preta cadeirante em Goiás, Waldir Ribeiro sabe bem que o caminho do paratleta, seja no jiu-jitsu ou em qualquer outra modalidade, passa obrigatoriamente pelo rompimento de barreiras invisíveis aos demais.

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O relato de seu início na arte suave é uma ilustração fiel disso já que ele, curioso com os gritos de repetição de exercícios que ouvia durante a prática de natação ainda em São Paulo, teve que subir vários lances de escada para chegar ao terceiro andar onde ficava o tatame de jiu-jitsu.

Esse era apenas o primeiro de muitos obstáculos, mas o paranaense não se deixaria limitar. Oito anos depois da descoberta do esporte disseminado no Brasil por lendas da família Gracie, Waldir acumula conquistas. Ao todo foram 52 participações em campeonatos de lá pra cá.

Adaptação sempre

Mas não é possível dizer que todas as competições foram realizadas em pé de igualdade. Sem a existência de disputas dedicadas ao parajiu-jitsu, Ribeiro e os demais paratletas da modalidade competem muitas vezes com lutadores sem deficiência.

Isso, no entanto, não impediu que o faixa preta fosse por duas vezes terceiro lugar em Mundiais Gi (com kimono) e No Gi (sem kimono) para pessoas sem deficiência. Já no parajiu-jitsu, Waldir ostenta o bicampeonato Mundial e o tricampeonato Brasileiro. No total, ele acumulou surpreendentes 92 medalhas (51 ouros, 24 pratas e 17 bronzes).

Hoje, com as Federações reconhecendo cada vez mais a necessidade de adequar as competições para a participação de mais paratletas, Waldir espera ser parte do movimento ao dar o exemplo vivo da capacidade de adaptação que move o jiu-jitsu.

“Estamos quebrando paradigmas. Estas barreiras ainda impedem a evolução do parajiu-jitsu como um todo. As academias e os ginásios, em sua maioria, não são acessíveis. As pessoas com deficiência estão, cada dia mais, percebendo que podem praticar esta arte marcial, mas ainda encontramos barreiras atitudinais dos mestres e dos organizadores de campeonatos”, avalia.

Passando a guarda

Bem como o lutador que avança em sua estratégia passando a guarda no solo, Ribeiro quer transmitir um amalgama de seu conhecimento das técnicas de jiu-jitsu e sua experiência como paratleta para novos artistas marciais, com ou sem deficiência.

Esse desejo surgiu naturalmente quando ele viu iniciantes chegando às turmas das quais participava. Depois de ajudar os companheiros desprovidos de experiência a - mais uma vez a palavra-chave - adaptarem-se à rotina de técnicas, Waldir percebeu seu potencial para ensinar.

“Comecei o projeto de dar aulas para crianças e criamos também uma turma feminina. A coisa deu tão certo que desde então não parei mais. Descobri-me como alguém que gosta muito de ensinar”, afirma o professor que dá mais um passo com a nova turma que se inaugura na academia situada no setor Jardim América.

E quer saber? Ninguém melhor para ensinar sobre a adaptabilidade do jiu-jitsu do que alguém que vive isso na pele todos os dias, do momento em que acorda até a hora de dormir. Então não perde essa oportunidade.

Conta aí nos comentários se vai conferir a aula ou marca alguém pra ir! Aproveita também pra dar um salve no WhatsApp da Praça clicando aqui, assim você não perde nenhum conteúdo site.

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