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18/07/2019

03:44:00

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Palavra do Especialista

Cuidado com cotovelo de tenista

Comum em quem pratica o esporte, a lesão é um exemplo dos problemas que podem surgir da atividade física sem cuidados adequados

Cuidado com cotovelo de tenista

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Desde o título histórico de Gustavo Kuerten em Roland Garros o número de praticantes de tênis no Brasil não para de crescer. Segundo dados da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), atualmente cerca de 2 milhões de brasileiros praticam o esporte. Por aqui não faltam talentos em todas as idades e perfis, do recreativo ao profissional.

Essa popularidade crescente do tênis inclusive levou a Revista Saúde Goiânia a realizar um torneio especial entre médicos e demais profissionais da área que já teve duas edições com um alto volume de participantes. Contudo, a adoção do tênis - e esportes semelhantes - pode culminar em lesões graves se for feita sem avaliação médica adequada e acompanhamento profissional.

O que é o cotovelo de tenista?

 

O ortopedista e traumatologista Thiago Barbosa Caixeta, membro do Centro de Ortopedia Especializada (COE), explica que o ombro é uma das articulações mais exigidas na prática do tênis e é natural que tanto profissionais como amadores acabem apresentando dor ou mesmo lesão na região.

Mas ainda que inflamações no ombro e na parte superior do braço ocorram com mais frequência, há outro problema que não pode ser ignorado e por ser tão comum nesses atletas acabou batizado em homenagem a eles: o cotovelo de tenista. “A dor pode resultar de uma sobrecarga na musculatura em sua origem - o epicôndilo lateral - e até tornar impossível manter a prática esportiva”, alerta o especialista.

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Como evitar o problema?

 

Os principais movimentos de raquete no tênis se amparam em ombro, escápula, bíceps, cotovelo e músculos peitorais. Ainda que haja interação com membros inferiores como quadril, pernas e pés, é crucial o cuidado e fortalecimento dos membros superiores para evitar que o uso excessivo leve a problemas mais graves capazes de incapacitar o jogador.

De acordo com o ortopedista, ignorar os cuidados básicos pode fazer com que a atividade física, essencial à manutenção da saúde, coloque em curso uma sequência de lesões como tendinite, bursite, compressão de nervos e outras. “É importante um programa de exercícios preparado especificamente para cada atleta, visando o alongamento capsular e o fortalecimento muscular, para que não ocorra nenhum tipo de lesão”, ressalta.

Contudo, mesmo diante de acompanhamento profissional capacitado, é importante recorrer a um médico especialista sempre que a dor em movimentos de rotina do esporte gerar a suspeita de que algo pode estar errado. “Só assim é possível prevenir o surgimento de lesões mais graves e evitar o afastamento do esporte”, finaliza.

Então, ainda que a atividade física regular seja extremamente benéfica é importante a orientação e as práticas adequadas para evitar que o exercício acabe trazendo mais problemas do que resultados no longo prazo.

Você já teve alguma experiência negativa por conta da falta de orientação especializada durante alguma prática esportiva? Comente aí e aproveite para seguir o Instagram da Praça (@pracaesportiva), assim você não perde nenhum conteúdo como esse.

Fonte: Revista Saúde Goiânia e Centro de Ortopedia Especializada (COE).

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